Vinícius de Moraes já cantou, em uma de suas mais louvadas composições, “O operário em construção”. O poema começa assim:
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Também Chico Buarque, nos versos de “Construção”, tornou presente o cotidiano daqueles que constroem, que transformam o nada em abrigo, o espaço em templo:
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo por tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Pedreiros, ajudantes, eletricistas, carregadores, vigias, marceneiros, pintores e seus ajudantes estão presentes neste anuário, porque nunca é demais nossa gratidão por deixarem a segurança de onde estavam e virem aqui, ajudar a construir nosso sonho. As paredes erguidas, os pisos colocados, as ligações elétricas e telefônicas, a pintura das paredes, o gesso, a madeira, as plantas, a terra, os adereços, a própria casa, nada disso estaria funcionando sem vocês.
A homenagem da Casa Cor® Espírito Santo aos profissionais que deram forma concreta a esta exibição é também uma homenagem a todos os profissionais da construção, porque sem eles nossos projetos seriam apenas desenhos em pranchetas e computadores, longe da vivência de todos nós.
A todos vocês, nossa gratidão.